O Brasil está enfrentando um rápido envelhecimento populacional, e o país ainda não está preparado para lidar com as consequências dessa transição demográfica.
A queda na taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida criam desafios complexos que vão além das reformas previdenciárias.
Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade em 2022 foi de 1,57 filhos por mulher, abaixo da taxa de reposição necessária.
Estima-se que, a partir de 2041, a população brasileira começará a diminuir, atingindo um pico de 220 milhões.
Impacto na Previdência e no Orçamento
Um dos maiores impactos do envelhecimento populacional está relacionado ao sistema previdenciário.
Mesmo com as reformas de 2003 e 2019, o déficit da Previdência deve continuar a crescer nas próximas décadas.
O Tesouro Nacional prevê que o déficit, que foi de 2,5% do PIB em 2024, pode ultrapassar 8% em 2080.
Isso pressiona ainda mais o orçamento público, que já enfrenta rigidez devido às exigências constitucionais de investimento mínimo em saúde e educação.
Oportunidades e Desafios no Setor Educacional e de Saúde
Com a redução da população infantil, há uma oportunidade para aumentar o investimento por aluno na educação pública, especialmente na educação básica. No entanto, o crescimento da população idosa irá pressionar os gastos em saúde.
Esse cenário exige uma gestão cuidadosa dos recursos públicos para equilibrar essas demandas e garantir a sustentabilidade fiscal.
Ajustes Fiscais e Produtividade
O bônus demográfico, que favorecia o crescimento econômico devido à maior proporção de pessoas em idade ativa, terminou em 2018. A partir de agora, o crescimento dependerá do aumento da produtividade.
Investir em educação e políticas de estímulo à produtividade será crucial para enfrentar os desafios impostos pelo envelhecimento populacional.